Autor: Edward Wilson, biólogo e professor em Harvard.
Edward Wilson, autor do livro A Criação, convida-nos a entrar num planeta Terra ainda por explorar pois, citando o autor, “A humanidade não precisa de uma base lunar ou de uma viagem tripulada a Marte. Precisamos de uma expedição ao planeta Terra (...)”.
A Criação fala-nos sobre o declínio da biodiversidade terrestre. Surpreendente e chocante, a obra apresenta uma extensa base de dados relativos a acontecimentos reais e esclarecedores, como casos de extinção de espécies e de degradação irreversível de habitats, que têm vindo a reduzir o planeta Terra a um lar artificial e caótico.
“A nossa ignorância sobre a biodiversidade é tal que estamos a perder grande parte dela antes mesmo de sabermos que existia”.
Ideias-chave:
Relativamente ao declínio do ambiente, Edward Wilson defende que é necessário sentir de que forma o problema contribui para o nosso dia-a-dia, para as nossas ambições e mesmo para a nossa felicidade. Por esse motivo, o autor dá aos leitores razões pessoais para salvar a diversidade do planeta Terra:
• “Os investigadores descobriram que quando se dá a pessoas de diferentes culturas (...) a possibilidade de escolherem a localização das suas casas e lugares de trabalho, elas preferem um ambiente que combine três elementos. Desejam viver num lugar elevado (...) abarcando, à sua frente, um terreno coberto maioritariamente por vegetação rasteira mas com árvores dispersas e bosques (...) e estar perto de um corpo de água, como um lago, um rio ou o mar”.
Embora estejamos constantemente a criar um habitat cada vez mais artificial, testes como este revelam a nossa ligação subconsciente, mas muito presente, com a Natureza e o nosso desejo de vivermos em proximidade com elementos naturais.
Embora estejamos constantemente a criar um habitat cada vez mais artificial, testes como este revelam a nossa ligação subconsciente, mas muito presente, com a Natureza e o nosso desejo de vivermos em proximidade com elementos naturais.
• “Num estudo, doentes de pós-operatório a quem foi permitido ter vista para árvores, recuperaram mais depressa e relataram ter menor necessidade de medicação para alívio da dor e da ansiedade do que os outros que, tratados da mesma forma, tinham vista para paredes de edifícios. Paralelamente, prisioneiros de celas com vista para terrenos cultivados adjacentes apresentaram uma menor taxa de baixas médicas do que os confinados em situação idêntica, mas com vista para o pátio da prisão.
(...) Pacientes psiquiátricos internados, expostos a várias formas de arte mural, responderam mais favoravelmente às que representavam ambientes naturais”.
O bem-estar psicológico gerado pelo contacto com elementos naturais desencadeia uma resposta física positiva.
• “Os críticos do ambientalismo (...) tendem a desdenhar o que é pequeno e pouco familiar, organismos que tendem a classificar em duas categorias: bicharocos e plantinhas. Esquecem, se é que alguma vez souberam, a maneira (...) como uma «erva daninha» de Madagáscar, a vinca-rósea, forneceu alcalóides que curam a maior parte dos casos do linfoma de Hodgkin e de leucemia aguda infantil; como uma outra substância de um obscuro fungo norueguês tornou possível a indústria de transplante de órgãos; como um químico da saliva das sanguessugas serviu para produzir um solvente que previne a formação de coágulos sanguíneos durante as operações e depois delas”.
Milhares de espécies desaparecem todos os anos. Qual teria sido o seu contributo para os interesses humanos em áreas como a agricultura e a medicina?
• “As espécies enriquecem o solo, purificam a água, polinizam a maioria das plantas com flor. Criam o próprio ar que respiramos”.
• A Natureza contribui para a nossa felicidade.
Acho a ideia do teu blogue mesmo gira e diferente do habitual :)
ResponderEliminarsempre que puder, venho cá ver as actualizações :p
Já agora, o link do meu blogue está aí na Divulgação de outros blogs" mas eu não estou a ver quem tu sejas :x
por acaso conheço-te e não sei? (a)
parabéns pelo blogue, continua.